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Por que Temos Medo de Mudar?

  • Foto do escritor: Silvia Helena
    Silvia Helena
  • 11 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

É curioso observar como o ser humano funciona: muitas vezes, mesmo quando sabemos que uma situação já não nos faz bem, permanecemos ali, imóveis, enraizados, quase como se não tivéssemos escolha. E, ainda assim, quando surge a possibilidade de mudança, sentimos aquele frio na barriga, a hesitação, o impulso de recuar.


Mas existe uma explicação psicológica importante para isso.


Nosso cérebro foi moldado para preservar o conhecido, porque aquilo que é familiar nos passa uma falsa sensação de segurança. Mesmo que a situação atual seja desconfortável, ela é previsível. E aquilo que conhecemos parece - para a nossa mente - mais seguro do que o desconhecido.


A mudança ativa sistemas internos de alerta: “E se eu não der conta?”, "E se der errado?”, “E se eu me arrepender?”


É a tentativa do nosso organismo de nos proteger do incerto. O problema é que esse mesmo mecanismo também pode nos impedir de crescer.


Em terapia, é muito comum ver pessoas que já perceberam que estão sofrendo, mas ainda assim permanecem onde estão, num trabalho que adoece, num relacionamento que não sustenta, num padrão que aprisiona. Não por fraqueza, mas por medo. Medo do novo. Medo do vazio entre o ponto em que estou e o ponto onde quero chegar. Medo de não ter garantias.


E aqui entra uma lembrança importante e até bem-humorada: você não é árvore para ficar preso no chão.


Você pode se movimentar. Pode tentar. Pode testar caminhos diferentes. Pode se aproximar do que faz sentido, mesmo que aos poucos.


A verdade é que mudar não significa abandonar tudo; significa reencontrar-se. Significa olhar para a própria história e perguntar: “Quem eu desejo ser daqui pra frente?”


E quase sempre, depois do primeiro passo, percebemos que o medo era muito maior na imaginação do que na vida real. O novo pode ser desafiador, mas também pode ser libertador, leve, surpreendente.


Talvez você não precise de uma grande revolução agora. Talvez precise só de um movimento pequeno, mas seu. Um deslocamento suave que lembre aquilo que a gente tende a esquecer: o caminho só aparece quando a gente começa a andar.


Silvia Helena dos Santos — Psicóloga

CRP 06/80275 🦋

 
 
 

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